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23 outubro 2026
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1° Conferência Municipal do Esporte mobiliza Rio Grande para ampliar políticas públicas e investimentos

Encontro reuniu representantes de diversas modalidades e apresentou as medidas necessárias para habilitar o Município a receber novos recursos estaduais e federais a partir de 2027

Atletas, dirigentes, representantes de associações e projetos esportivos e autoridades reuniram-se no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) para um momento inédito na história do esporte rio-grandino. A primeira Conferência Municipal do Esporte e Lazer promoveu o diálogo entre os diferentes segmentos da área e debateu caminhos para ampliar oportunidades, democratizar o acesso às modalidades e estruturar políticas públicas permanentes.

Realizada pela Prefeitura do Rio Grande, por intermédio da Secretaria de Município de Esporte e Lazer (SMEL), a conferência teve como tema As políticas públicas do esporte e lazer no Rio Grande do Sul: desafios, perspectivas e integração com os municípios. Um dos principais assuntos foi o chamado CPF do Esporte, conjunto de três instrumentos legais necessários para habilitar os municípios a receber recursos destinados ao setor.

A diretora administrativa da Secretaria Estadual do Esporte e Lazer, Carla Preto, explicou que a estrutura é formada pelo Plano Municipal do Esporte, pelo Fundo Municipal do Esporte e pelo Conselho Municipal do Esporte. Para participar da distribuição de recursos prevista para 2027, os municípios precisam estar habilitados até 13 de dezembro deste ano. Quem concluir o processo posteriormente poderá receber os repasses somente a partir de 2028.

De acordo com Carla Pretto, o plano estabelece as diretrizes das políticas públicas, o fundo organiza o financiamento e o conselho contribui para o acompanhamento e a fiscalização das ações. Além de viabilizar recursos, essa estrutura dá sustentação às políticas esportivas diante de mudanças de governo e permite que os investimentos sejam planejados conforme as necessidades de cada município.

A palestrante também chamou a atenção para a necessidade de ampliar o conhecimento das entidades esportivas sobre os editais disponíveis. Programas estaduais, como o Segue o Jogo e o Legado Esportivo, oferecem oportunidades de financiamento, mas muitas organizações ainda precisam de orientação para elaborar projetos e participar das seleções. No caso do Legado Esportivo, entidades sem fins lucrativos que trabalham com iniciação esportiva podem concorrer a até R$ 150 mil por ano para executar projetos, incluindo despesas com profissionais e espaços para as atividades.

Diversidade esportiva e integração regional

A pluralidade das modalidades presentes no Rio Grande ganhou espaço na apresentação de Carla. Ao convidar os participantes a identificar as práticas desenvolvidas no Município, a diretora ouviu referências ao futebol, futsal, basquete, corrida de rua, vôlei, fisiculturismo, muay thai, judô, jiu-jítsu, canoagem, capoeira, ginástica, vela, veloterra, skate e câmbio, modalidade adaptada de voleibol destinada às pessoas idosas, entre outras.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Mano Estabel considerou a conferência um marco para a comunidade esportiva e defendeu uma atuação plural da SMEL, em diálogo com atletas, dirigentes e entidades. Ele informou que o Município já conta com o Conselho Municipal do Esporte e o Fundo Municipal do Esporte, que precisam ser reativados, enquanto trabalha na conclusão do Plano Municipal do Esporte. A organização desses instrumentos e o mapeamento dos espaços e das iniciativas esportivas devem contribuir para identificar demandas e orientar futuras ações.

O secretário estadual do Esporte e Lazer em exercício, Carlos Júnior, destacou a mobilização do Estado para auxiliar os municípios na implantação dos instrumentos legais. Segundo ele, naquele momento, cerca de 20 a 30 dos 497 municípios gaúchos estavam habilitados a receber os recursos. A meta apresentada é alcançar pelo menos 50 municípios aptos no primeiro ano de implementação.

O deputado estadual Halley de Souza (PT) defendeu a ampliação das fontes de financiamento para projetos sociais, o apoio a atletas que precisam competir fora da cidade e o mapeamento dos espaços esportivos. A identificação de regiões sem quadras, campos ou estruturas adequadas, segundo ele, pode orientar investimentos futuros. O vereador Glauber Nunes também ressaltou o ineditismo da conferência e a importância do debate para o planejamento esportivo municipal.

Entre os convidados esteve o ex-jogador do Internacional Valdir Lima, de 73 anos, campeão brasileiro invicto pelo clube em 1979 e atualmente envolvido em projetos sociais esportivos no Rio Grande. Ele defendeu investimentos em diferentes modalidades e regiões do Município, destacando a contribuição do esporte para a formação de crianças e jovens.

A conferência também contou com representantes de outros municípios, entre eles o secretário de Esporte de Pelotas, Paulo Lobo, e a secretária municipal de Esporte de São José do Norte, Daiane Gautério.

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