Por Redação Rádio Cultura ZS | 17/04/2026 – 14h02min
A Vigilância em Saúde de Rio Grande divulgou o primeiro Boletim Epidemiológico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de 2026, apontando um cenário de atenção já nos primeiros meses do ano. O levantamento confirma a circulação de vírus respiratórios no município e reforça a necessidade de ampliar a vacinação, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
De acordo com o boletim, foram registrados 110 casos de SRAG até o momento, com confirmação da presença de vírus como rinovírus, influenza e Covid-19. Os dados indicam que, mesmo fora do período mais crítico do inverno, as doenças respiratórias já provocam impacto significativo na rede de saúde local.
A baixa cobertura vacinal é um dos principais pontos de preocupação. Entre os idosos, considerados o grupo mais suscetível a complicações, apenas 25,33% receberam a vacina contra a influenza. Entre gestantes, a cobertura é de 10,29%, enquanto entre crianças chega a 9,18%. No total, a imunização entre os grupos prioritários alcança 21,42%, índice considerado insuficiente pelas autoridades de saúde.
O boletim também revela que todos os 110 casos registrados resultaram em internação, sendo que 29,6% dos pacientes precisaram de atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além disso, já foram contabilizados 13 óbitos associados à SRAG, com maior incidência entre idosos, justamente o público-alvo das campanhas de vacinação.
Outro dado que chama atenção é a predominância de casos classificados como SRAG não especificada, o que sugere a circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios. Diante desse cenário, a Secretaria de Município da Saúde reforça que a vacinação segue como a principal estratégia para reduzir casos graves, internações e mortes, destacando que as doses estão disponíveis nas unidades de saúde e devem ser procuradas, sobretudo antes da chegada dos meses de maior circulação viral.


