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14 agosto 2026
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Operação Expurgo investiga “rachadinha”, lavagem de dinheiro e ligação com organização criminosa em Pelotas

Por Redação Rádio Cultura ZS | 14/08/2026 – 09h51min

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou, nesta sexta-feira (14), a Operação Expurgo, que investiga suspeitas de uso de recursos públicos em benefício particular, prática de “rachadinha”, lavagem de dinheiro e possível atuação de uma organização criminosa dentro da estrutura administrativa da Câmara Municipal de Pelotas.

Ao todo, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão em Pelotas e Capão do Leão. As ordens judiciais tiveram como alvo 20 pessoas, entre elas três vereadores, assessores parlamentares, servidores públicos e particulares.

Cinco mandados foram cumpridos dentro da Câmara Municipal, incluindo gabinetes de vereadores e locais de trabalho de servidores investigados. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 96 mil em dinheiro com dois vereadores e um assessor parlamentar, além de documentos e equipamentos eletrônicos.

Segundo a investigação, servidores ocupantes de cargos comissionados teriam sido obrigados a entregar parte dos salários a terceiros ligados ao esquema. Os valores, pagos com recursos públicos, seriam posteriormente ocultados e movimentados para benefício particular, o que levou o Ministério Público a investigar também a possibilidade de lavagem de dinheiro.

O GAECO apura ainda se cargos públicos teriam sido utilizados para beneficiar integrantes de uma organização criminosa. Outra linha de investigação envolve a utilização de recursos públicos para o pagamento de dívidas relacionadas à agiotagem e a movimentação de dinheiro de origem ilícita.

O caso começou a ser investigado a partir de informações apresentadas ao Ministério Público por um ex-secretário municipal e dois servidores da Câmara. De acordo com o MPRS, os relatos foram posteriormente confrontados com documentos, provas digitais e dados financeiros obtidos mediante autorização judicial.

Entre os 20 alvos estão três vereadores, um chefe de gabinete parlamentar, cinco assessores parlamentares e servidores comissionados, três guardas municipais, um ex-assessor comissionado e seis particulares, entre empresários, familiares e pessoas apontadas como possíveis intermediárias.

A investigação busca reunir novas provas sobre possíveis crimes de organização criminosa, peculato, concussão, corrupção passiva, usura e outros delitos que possam ser identificados durante o andamento das apurações.

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