Por Redação Rádio Cultura ZS | 17/04/2026 – 09h42min
Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida comum entre os contribuintes é qual modelo de declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) escolher. A decisão entre o formato completo e o simplificado pode influenciar diretamente no valor a pagar ou na restituição, exigindo atenção na hora do preenchimento.
A principal diferença está na forma de aplicar as deduções. O modelo simplificado oferece um desconto padrão de 20% sobre a renda tributável, sem necessidade de comprovação. Já o modelo completo permite detalhar despesas dedutíveis, sendo mais indicado para quem possui gastos elevados. “A declaração completa é ideal para quem tem muitas despesas com saúde, educação, previdência privada e dependentes”, explica o professor de ciências contábeis Gilder Daniel Torres.
Entre os principais gastos que podem ser abatidos no modelo completo estão saúde e educação. Despesas médicas, como consultas, exames, internações e planos de saúde, não têm limite de dedução, desde que comprovadas. Já na educação, entram mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, respeitando o teto anual. Por outro lado, itens como material escolar, cursos de idiomas e procedimentos estéticos não são dedutíveis.
Especialistas recomendam que o contribuinte simule as duas opções antes de enviar a declaração. “Utilizar seus gastos com saúde, educação e dependentes pode fazer diferença no resultado final”, orienta a professora Ahiram Cardoso. O próprio sistema da Receita Federal permite comparar os modelos e indicar qual resulta em menor imposto ou maior restituição.
Apesar da praticidade do modelo simplificado, quem tem despesas mais altas pode se beneficiar do completo. A recomendação é organizar os comprovantes e testar as duas alternativas no sistema antes de concluir o envio, garantindo assim a melhor escolha financeira.


