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8 setembro 2026
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Sindilojas conclui convenções coletivas e autoriza abertura de lojas de shoppings nos feriados em Rio Grande

Acordo com o sindicato dos empregados abrange os períodos de 2024/2025, 2025/2026 e 2026/2027 e permite funcionamento em feriados até agosto de 2027

Por José Vitor Silva Rádio Cultura ZS | 11/06/2026 – 11h58min

 

O Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio Grande e Região (Sindilojas) e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Rio Grande (SECRG) concluíram, na última sexta-feira, 04, as negociações das Convenções Coletivas de Trabalho referentes aos períodos 2024/2025, 2025/2026 e 2026/2027. Entre os principais efeitos do acordo está a definição das condições que permitem a abertura das lojas dos shoppings de Rio Grande nos feriados, mediante o cumprimento das regras previstas na Convenção Coletiva, com autorização válida até 31 de agosto de 2027.

 

A formalização encerra um período prolongado de negociações entre as representações patronal e dos trabalhadores. Além de estabelecer as condições econômicas e sociais que orientam as relações de trabalho no comércio, o acordo resolve um impasse que vinha dificultando o funcionamento das operações dos shoppings em datas consideradas estratégicas para o setor.

 

Abertura nos feriados

 

A possibilidade de funcionamento nos feriados era uma das principais pautas defendidas pelo setor empresarial durante as tratativas. Com a definição das regras, os lojistas passam a ter maior previsibilidade para organizar escalas, operações e estratégias comerciais para períodos de maior circulação de consumidores.

 

Para o Sindilojas, a medida representa uma mudança relevante para o planejamento das empresas e para os próprios empreendimentos comerciais, que passam a contar com uma regulamentação definida para o funcionamento nos feriados.

 

O presidente do Sindilojas Rio Grande e Região, Luiz Escobar, afirma que a autorização é resultado direto da atuação da entidade nas negociações. “Foi uma negociação longa e complexa, mas o Sindilojas permaneceu firme na defesa dos lojistas. A possibilidade de abertura dos shoppings nos feriados é um resultado concreto dessa atuação. Nosso papel é justamente esse: representar o setor empresarial, sentar à mesa, negociar e buscar soluções que deem segurança para quem empreende”, afirma.

 

Três períodos formalizados

 

As Convenções Coletivas assinadas abrangem três períodos: 2024/2025, 2025/2026 e 2026/2027. A conclusão das tratativas estabelece os parâmetros que devem ser observados por empresas e trabalhadores do comércio durante as respectivas vigências.

 

A negociação coletiva reúne em um único processo demandas que atingem todo o setor, permitindo que questões econômicas, trabalhistas e operacionais sejam discutidas diretamente entre as entidades que representam empregadores e empregados.

 

Para Escobar, esse processo também evidencia a função da representação patronal na defesa dos interesses comuns às empresas. “O sindicato patronal existe para defender o comércio. Quando uma empresa enfrenta individualmente uma determinada questão, sua capacidade de negociação é limitada. Quando o setor se organiza e é representado coletivamente, existe uma força muito maior para levar as demandas à mesa e construir soluções”, ressalta.

 

Atuação vai além das convenções

 

Segundo o Sindilojas, a atuação da entidade não se restringe aos períodos em que as Convenções Coletivas estão em negociação. O sindicato também acompanha projetos de lei, mudanças na legislação, questões trabalhistas e econômicas e outras medidas que possam afetar diretamente as empresas do comércio.

 

A entidade considera a negociação coletiva um dos principais instrumentos de representação empresarial justamente por estabelecer regras comuns para o setor e reduzir incertezas na tomada de decisões.

 

Com o encerramento das negociações, o Sindilojas também reforça a necessidade de participação das empresas na entidade patronal. Para o sindicato, quanto maior a organização do setor, maior a capacidade de apresentar demandas coletivas e negociar soluções.

 

“O comércio precisa ter voz. E essa voz precisa estar presente não apenas quando existe um problema, mas todos os dias, acompanhando as decisões e defendendo os interesses de quem gera emprego, movimenta a economia e mantém as portas abertas. Uma entidade patronal forte é fundamental para que o comércio tenha representação efetiva”, conclui Escobar.

 

A conclusão das três Convenções Coletivas estabelece, assim, um novo marco para as relações trabalhistas do comércio de Rio Grande e região, ao mesmo tempo em que define as condições para o funcionamento das lojas dos shoppings nos feriados até agosto de 2027.

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