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18 janeiro 2026
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Rio Grande faz história com o primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante da América Latina

Por Redação

O Rio Grande do Sul se prepara para escrever um novo capítulo em sua trajetória de inovação e energia limpa. Nesta quinta-feira(15), às 17h, o Oceantec – Parque Tecnológico da FURG, em Rio Grande, será palco da inauguração oficial da subsidiária brasileira da JB Energy e da consolidação do Aura Sul Wind, o primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do Brasil e de toda a América Latina.

A escolha do Oceantec como sede deste marco não é casual. Ela simboliza o cerne da filosofia do projeto: a integração profunda entre academia, indústria e sociedade. Instalar-se neste ecossistema de inovação da FURG representa um compromisso de que o desenvolvimento tecnológico de ponta será alimentado pela pesquisa científica e pelo diálogo constante com o território. É a materialização de uma parceria que já nasce estruturante, envolvendo um núcleo de seis instituições de ciência e tecnologia no eixo de pesquisa e desenvolvimento.

Liderado por um consórcio internacional sob a coordenação da japonesa JB Energy, o piloto é um exemplo vivo de cooperação multilateral. A tecnologia central é a plataforma flutuante Raijin Float, em concreto protendido – uma escolha estratégica que permite ativar a cadeia produtiva gaúcha e reativar capacidades da indústria naval local –, acoplada a uma turbina de 18 MW. O projeto conta com a participação estratégica de Portos RS, UFRGS, Sindienergia-RS e outras entidades.

O piloto será instalado a cerca de 60 km da costa de Rio Grande, em área de 45 metros de profundidade, local escolhido para equilibrar alto potencial eólico com a minimização de impactos. O Porto do Rio Grande será a base operacional e o primeiro consumidor da energia.

A relevância do Aura Sul Wind é transformadora. Mais do que gerar energia, ele é um projeto de demonstração e capacitação nacional, projetado para gerar dados cruciais e, acima de tudo, estruturar uma nova cadeia de suprimentos e de valor no RS. Ao priorizar o concreto, a pré-fabricação regional e a montagem em estaleiros locais, o projeto é um vetor direto de geração de empregos qualificados, requalificação profissional e estímulo a fornecedores regionais. Seu maior objetivo é criar as condições reais para que o estado lidere a futura indústria eólica offshore no país, alinhando de forma inédita academia, indústria, poder público e sociedade civil em um programa de desenvolvimento de longo prazo.

Atualmente em sua fase de estudos e licenciamento, com previsão de testes a partir de 2029, o projeto representa um investimento significativo e uma aposta estratégica no potencial do Rio Grande do Sul. A inauguração no Oceantec é, portanto, mais que um evento; é o lançamento de uma semente que visa crescer em conjunto com a economia, o conhecimento e as comunidades do estado.

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