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9 fevereiro 2026
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Evento marca o fim do ciclo da Ecovias Sul e lança livro sobre legado de quase 30 anos no Sul do Estado

Por Redação

Pelotas sediou, na quarta-feira, 4 de fevereiro, um evento que marcou oficialmente o encerramento do ciclo da Ecovias Sul, concessionária responsável pela administração de importantes rodovias do Sul do Rio Grande do Sul ao longo de quase três décadas. A solenidade reuniu autoridades, representantes de entidades, lideranças empresariais, colaboradores, ex-colaboradores e a imprensa, em um momento de reconhecimento à trajetória da concessionária e de celebração de seu legado.

Na ocasião, foi realizado o lançamento do livro “Além do Asfalto: Transformando Caminhos, Construindo Legados”, obra que registra a história da Ecovias Sul desde sua implantação, no início da década de 1990 — quando foi uma das primeiras concessionárias rodoviárias privadas do Brasil — até o encerramento do contrato. O livro apresenta fatos históricos, dados operacionais, ações sociais e relatos que evidenciam a atuação da empresa para além da infraestrutura viária.

Uma trajetória além do pedágio

Durante o evento, o diretor-superintendente da Ecovias Sul, Miquéias Neuenfeld, destacou que a concessão nunca se limitou à cobrança de pedágio ou à execução de obras, mas esteve sempre pautada pelo compromisso com as pessoas, com a segurança viária e com o desenvolvimento regional.

Segundo ele, o livro nasce justamente para mostrar essa dimensão humana da concessão. Ao longo dos últimos 27 anos, a Ecovias Sul destinou mais de R$ 11 milhões a projetos e instituições sociais, com apoio direto a hospitais, como a Santa Casa de Pelotas e de outros municípios, além de iniciativas esportivas e comunitárias, como as 18 edições do Circuito Ecosul de Atletismo.

A atuação na área da saúde também foi enfatizada. Mais de 700 mil pessoas foram atendidas ao longo da concessão, sendo mais de 50 mil atendimentos médicos, não apenas em acidentes rodoviários, mas também em emergências nas comunidades próximas às rodovias. Casos de partos realizados em ambulâncias da concessionária e atendimentos fora do trecho concedido reforçam o caráter social e humanitário da atuação das equipes.

Infraestrutura, inovação e resposta a emergências

A Ecovias Sul também foi lembrada pelo pioneirismo em técnicas de pavimentação e investimentos em tecnologia, que posteriormente passaram a ser adotadas em outras regiões do país. Além disso, a concessionária teve papel fundamental na reconstrução e manutenção de pontes, inclusive em situações de eventos climáticos extremos, como as quedas de estruturas registradas em 2011 e 2019, quando o tráfego foi restabelecido com agilidade, garantindo a ligação entre o Norte e o Sul do Estado e o acesso ao Porto do Rio Grande.

Valorização das pessoas

Outro ponto central da fala do diretor-superintendente foi o cuidado com os colaboradores. Ao longo da concessão, mais de 1.500 profissionais passaram pela Ecovias Sul, em um ambiente reconhecido nacionalmente. A empresa recebeu prêmios como o Great Place to Work, sendo eleita uma das melhores empresas para se trabalhar no Rio Grande do Sul, além de reconhecimentos recentes do Ministério Público do Trabalho, em 2023 e 2024.

Miquéias Neuenfeld ressaltou ainda o espírito de parceria construído ao longo dos anos, tanto internamente quanto com instituições públicas e privadas, reforçando que esse legado humano e profissional seguirá presente mesmo com o fim do contrato.

Encerramento de um ciclo, permanência do legado

Com o contrato se aproximando do encerramento definitivo, a Ecovias Sul reafirmou que seguirá prestando atendimento com excelência até o último minuto de operação, permanecendo à disposição da sociedade e do Governo Federal durante o período de transição.

O evento foi encerrado com a entrega simbólica de exemplares do livro a representantes institucionais, autoridades e membros da comunidade, como forma de eternizar a história construída ao longo dessas quase três décadas.

O livro Além do Asfalto: Transformando Caminhos, Construindo Legados não representa apenas o fim de um contrato, mas o registro permanente de uma trajetória marcada pela excelência técnica, responsabilidade social, respeito às pessoas e compromisso com a vida — um legado que segue presente nas rodovias, nas cidades e na memória de todos que fizeram parte dessa história.

Ester Lima / Rádio Cultura
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