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28 abril 2026
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Com aval da Justiça, termelétrica de Rio Grande avança e reacende expectativa econômica

Por Redação Rádio Cultura ZS | 10/04/2026 – 09h57min

A decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que assegurou a continuidade do projeto da Usina Termelétrica Rio Grande (UTE) recolocou o empreendimento no centro das expectativas econômicas do município. Em entrevista ao programa Manhã Regional, da rádio Cultura Zona Sul, o secretário de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar, Vítor Magalhães, afirmou que o julgamento representa um “novo fôlego” para uma iniciativa considerada estratégica, estimada em cerca de R$ 6 bilhões e com potencial de transformar a matriz energética e atrair grandes indústrias para a região.

Segundo o secretário, a decisão não autoriza o início imediato das obras, mas reabre o caminho administrativo do projeto. “A transferência societária não será automática. O Grupo Cobra precisa protocolar o pedido junto à Agência Nacional de Energia Elétrica e reapresentar as licenças necessárias”, explicou. O processo envolve a retomada da outorga originalmente vinculada à Bolognesi S.A. e sua transferência ao grupo espanhol Cobra, o que agora depende de reanálise da agência reguladora.

Magalhães destacou que, apesar das etapas burocráticas, o cenário é positivo. “Seguimos no jogo. O mérito já foi reconhecido e agora precisamos cumprir os trâmites”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a termelétrica é peça-chave para viabilizar a chegada de grandes empreendimentos ao município, sobretudo pela oferta de gás natural — hoje um dos principais entraves para a instalação de indústrias de grande porte em Rio Grande. “A gente não está trabalhando em um projeto que por si só muda a cidade, mas que permite que outras grandes soluções aconteçam”, disse.

Sobre os próximos passos, o secretário apontou que há articulação direta com a ANEEL, o Ministério de Minas e Energia e o próprio grupo investidor para acelerar o processo. A expectativa é reduzir prazos, já que, mesmo em um cenário otimista, a obra pode levar cerca de quatro anos. “Quanto mais tempo demorar, mais tempo vai demorar para resolvermos nossas grandes demandas”, alertou. Paralelamente, o município mantém ações de prospecção de empresas, especialmente do setor automotivo, que dependem da disponibilidade de gás para operar.

Em relação ao papel do poder público local, Magalhães reforçou que o município seguirá atuando de forma ativa. “Estamos acompanhando cada etapa e vamos intervir se necessário”, afirmou, em linha com o posicionamento da Procuradoria-Geral. Para ele, o momento exige mobilização institucional e confiança no potencial da cidade. “A decisão mantém viva a expectativa de um desfecho positivo. Depois de mais de uma década, estamos mais perto de tirar esse projeto do papel”, concluiu.

Foto: Rafael Chaves / Rádio Cultura
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