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7 julho 2026
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Colunista Dr. Sérgio Wagner: “A desidrose tem melhoras, mas não tem cura”

Por Dr. Sérgio Wagner Clínico Geral | 07/07/2026 – 11h20min

Quando falamos em saúde, muitas vezes existem problemas comuns, mas que ainda são pouco conhecidos pela população. Um deles é a desidrose, uma condição de pele que pode causar bastante incômodo e sofrimento para quem apresenta os sintomas.

Recentemente, recebi o contato de uma paciente que estava passando por uma situação de muito desconforto. Ela enviou imagens da lesão e relatou que já havia utilizado alguns produtos e medicamentos, mas sem conseguir resolver o problema. A partir daí, foi possível identificar que se tratava de um caso de desidrose.

A desidrose é um tipo de eczema, ou seja, uma dermatite, uma reação alérgica da pele que provoca principalmente muita coceira, descamação e ressecamento. Ela aparece normalmente nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, principalmente entre os dedos.

Muitas vezes, as pessoas confundem a desidrose com fungos, mas é importante esclarecer: não é uma infecção por fungos e também não é uma doença contagiosa. É uma alteração da própria pele, que pode ter períodos de melhora e piora.

Um fator que chama atenção é a relação com o clima e com alguns hábitos do dia a dia. Ambientes úmidos, o uso prolongado de calçados fechados, o excesso de suor e até situações de estresse e ansiedade podem contribuir para o surgimento ou agravamento das crises.

Também é importante diferenciar a desidrose da hiperidrose. A hiperidrose está relacionada ao suor excessivo, principalmente nas mãos, nos pés e nas axilas. Já a desidrose é uma condição mais seca, que provoca descamação, pequenas bolhas, ardência e muita coceira.

Um dos grandes desafios é que muitas pessoas sentem vergonha de procurar ajuda, principalmente quando o problema envolve os pés. Às vezes, por causa do mau cheiro ou das alterações na pele, a pessoa evita tirar o sapato e acaba deixando de buscar atendimento.

A desidrose não tem cura definitiva, mas isso não significa que a pessoa precise conviver com sofrimento. O tratamento ajuda no controle dos sintomas e na prevenção das crises. O uso de hidratantes, medicamentos específicos indicados por profissionais, evitar água muito quente e manter a pele mais seca são algumas medidas importantes.

Também é preciso ter atenção aos produtos utilizados no dia a dia. Produtos de limpeza e alguns materiais, como luvas de látex, podem irritar a pele e piorar o quadro em algumas pessoas.

O mais importante é entender que a desidrose é uma condição que pode ser controlada. Com orientação adequada e alguns cuidados, é possível ter qualidade de vida e conviver tranquilamente com esse problema.

A informação é sempre o primeiro passo para buscar o tratamento correto e evitar soluções improvisadas que muitas vezes não resolvem a causa do problema.

** Os artigos e colunas publicados representam exclusivamente a opinião de seus autores, nossos colaboradores.                                                                                Não refletindo, necessariamente, o posicionamento da RÁDIO CULTURA ZONA SUL, que pauta sua atuação nos princípios do pluralismo, da independência editorial, do apartidarismo e do jornalismo crítico.

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