Por Redação Rádio Cultura ZS | 28/04/2026 – 10h22min
A assistente social da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (AAPECAN) de Rio Grande, Márcia Emmendoerfer Lima, destacou em entrevista ao programa Manhã Regional, da Rádio Cultura Zona Sul, nesta terça-feira (28), a importância do trabalho desenvolvido pela instituição, que oferece atendimento gratuito a pacientes oncológicos e seus familiares, especialmente em situação de vulnerabilidade social.
Durante a conversa, Márcia explicou que a AAPECAN atua com acolhimento integral, oferecendo suporte social, psicológico, alimentação e transporte aos usuários.
“A gente tem feito um trabalho de acolhimento, de orientação e de apoio integral. Não é só a casa de apoio, é ouvir, orientar e dar suporte em um momento muito delicado”, ressaltou.
A assistente social também destacou como os pacientes chegam até a instituição, seja por encaminhamento da rede de saúde ou por busca espontânea, muitas vezes ainda no momento de suspeita da doença.
“Até pessoas que ainda não têm o diagnóstico confirmado já procuram a AAPECAN como referência, porque o primeiro impacto é a dúvida e o medo”, afirmou.
Um dos pontos mais importantes do trabalho é o suporte oferecido a pacientes que vêm de outros municípios para tratamento em Rio Grande. Márcia relatou a rotina enfrentada por essas pessoas.
“Ontem mesmo, com frio, pessoas chegaram às 5h da manhã e ficaram até o fim da tarde esperando transporte. Aqui elas encontram um lugar quente, alimentação e acolhimento”, contou.
A instituição também realiza, em média, até mil transportes mensais para auxiliar pacientes no deslocamento entre hospitais e a casa de apoio.
“Quando eles não têm condições de pagar um táxi ou aplicativo, a AAPECAN entra para garantir esse deslocamento”, explicou.
Apesar do impacto positivo, a entidade enfrenta dificuldades. Márcia alertou para a queda nas doações, principal fonte de manutenção da instituição.
“A AAPECAN não é governamental, depende da comunidade. Se os recursos diminuem, a gente pode deixar de atender ou reduzir a qualidade dos serviços”, disse.
Segundo ela, o impacto já começa a ser sentido.
“A gente faz todos os esforços, mas às vezes não consegue garantir tudo com a mesma agilidade, como manutenção de veículos ou ampliação dos atendimentos”, relatou.
Para ampliar o apoio, a instituição tem investido em ações de aproximação com a comunidade, incluindo visitas domiciliares para divulgação do trabalho.
“Se alguém bater na sua porta, pode ser a equipe da AAPECAN. São pessoas identificadas, e também orientamos que a população confirme para evitar golpes”, alertou.
Além das doações financeiras, há outras formas de ajudar, como o brechó solidário, doações de alimentos e trabalho voluntário.
“Toda forma de ajuda é bem-vinda, desde roupas até trabalho voluntário em oficinas e atividades”, destacou.
Ao final da entrevista, Márcia deixou um convite à comunidade.
“Estamos de portas abertas para quem precisa de apoio e para quem quer ajudar. Conheçam a AAPECAN e façam parte desse trabalho”, concluiu.
A unidade de Rio Grande atende cerca de 70 pessoas regularmente e está localizada na Rua Senador Corrêa, 575.



