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4 novembro 2026
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Prefeitura do Rio Grande mobiliza secretarias para a construção do Plano Municipal de Ação Climática

Com recursos do Fundo de Meio Ambiente e parceria com a Furg, iniciativa busca alinhar estratégias para tornar o município mais resiliente a eventos extremos.

Por Assessoria | 04/11/2026 – 08h44min

A Prefeitura do Rio Grande deu o primeiro passo para a construção de uma política climática integrada ao reunir, na tarde desta terça-feira, 03, gestores de diversas secretarias no Salão Nobre Deputado Carlos Santos. O encontro intersetorial serviu para alinhar ações e estabelecer a metodologia de trabalho que guiará a elaboração do Plano Municipal de Ação Climática, com o objetivo de preparar a estrutura pública para o enfrentamento da emergência climática. O grupo de trabalho já tem uma nova rodada de debates agendada para o dia 8 de dezembro.

 

O titular da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA), Antônio Carlos Soler, explicou que a proposta central é unificar as políticas setoriais em torno das necessidades climáticas. A prefeitura realiza os trâmites administrativos para formalizar um convênio com o Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (CIEX/Furg), que ficará responsável pela elaboração técnica do plano. Segundo a secretária-adjunta da pasta, Daiane Marques, o alinhamento busca gerar um documento exequível e com ações concretas para ampliar a resiliência urbana.

 

A fase inicial do projeto será custeada por recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente, cuja utilização foi autorizada pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema). O montante garantirá a execução dos três primeiros produtos previstos no cronograma, incluindo o diagnóstico climático que servirá de base para a revisão do Plano de Contingência do município. Para as fases seguintes, a administração municipal já planeja a captação de recursos externos, como o Fundo Clima, gerido pelo governo federal.

 

A iniciativa também possui impacto no extremo sul gaúcho, uma vez que o Rio Grande coordena uma das quatro microrregiões da Zona Sul e compartilhará sua metodologia com as cidades vizinhas, prevendo a formação de um conselho regional com câmaras técnicas. No âmbito local, a elaboração do documento envolverá diretamente a população. A secretária-adjunta reforçou que moradores de áreas impactadas por eventos climáticos serão chamados para reuniões e debates comunitários, podendo acompanhar os editais e convites de participação pelos canais oficiais da prefeitura e da SMMA.

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