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5 agosto 2026
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Ex-diretor da Perg acumula 85 anos de prisão por corrupção, tráfico e lavagem de dinheiro

Por Redação Rádio Cultura ZS | 05/08/2026 – 09h27min

O ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande (Perg), Leandro Brinkerhoff Suanes, acumula 85 anos e 17 dias de prisão em condenações relacionadas à Operação PERG. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (4) pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) e reúne sete decisões judiciais, entre sentenças de primeira instância e acórdãos do Tribunal de Justiça do Estado (TJRS).

Inicialmente condenado a 25 anos, quatro meses e sete dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Suanes teve novas condenações ao longo da tramitação dos processos. Segundo o Ministério Público, o conjunto das decisões inclui cinco condenações por corrupção — quatro por corrupção passiva e uma por corrupção ativa —, duas por lavagem de dinheiro, além de condenações por tráfico de drogas, associação para o tráfico, entrada de celulares em estabelecimento prisional e posse irregular de armas e munições.

Das sete condenações, seis preveem cumprimento inicial em regime fechado e uma em regime semiaberto. As penas variam entre quatro anos e oito meses e 15 anos, 11 meses e 10 dias de prisão. A maior delas é referente aos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e facilitação da entrada de celulares na penitenciária.

O Ministério Público ressalta que a soma das penas não representa, necessariamente, o tempo que será efetivamente cumprido pelo condenado, já que condenações oriundas de processos distintos passam por unificação durante a execução penal, observando os limites previstos na legislação.

De acordo com as investigações, Suanes utilizava o cargo de diretor da penitenciária para favorecer uma organização criminosa que atuava dentro da unidade prisional. Entre 2021 e 2023, ele teria recebido mais de R$ 458 mil para facilitar a entrada de celulares, drogas e dinheiro no presídio. Conforme o MP, o esquema permitiu que apenados movimentassem cerca de R$ 4 milhões com o tráfico de drogas no interior da penitenciária.

As investigações também apontaram movimentação financeira superior a R$ 7 milhões entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2023, considerada incompatível com os rendimentos do servidor público. Parte dos recursos obtidos ilicitamente teria sido utilizada na aquisição de veículos e reboques registrados em nome de terceiros, caracterizando crimes de lavagem de dinheiro.

Além das penas de prisão, a Justiça determinou o pagamento de 2.965 dias-multa, com valores variando entre meio e dois salários mínimos da época dos fatos. Também foi decretada, em diferentes decisões, a perda definitiva do cargo de agente penitenciário, a proibição de exercer função pública por período equivalente ao dobro de algumas penas, o confisco de R$ 1,34 milhão e a destinação ao Estado de cinco veículos, entre eles dois caminhões, uma BMW X1 e dois semirreboques.

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