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1 abril 2026
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Plano nacional aposta na bioeconomia para impulsionar desenvolvimento sustentável até 2035

Por Redação Cultura ZS | 01/03/2026 – 16h14min

O governo federal lançou, nesta quarta-feira (1º), o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), com a proposta de transformar a biodiversidade em um dos principais vetores econômicos do país nas próximas décadas. A estratégia busca integrar diferentes setores — de comunidades tradicionais à indústria — com foco no uso sustentável dos recursos naturais e na geração de renda.

Organizado em três eixos — sociobioeconomia, bioindustrialização e produção sustentável de biomassa —, o plano pretende estruturar cadeias produtivas e ampliar oportunidades econômicas. De acordo com a secretária nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta, a iniciativa propõe enxergar os ativos ambientais não apenas como elementos de preservação, mas como base para o desenvolvimento econômico, criando um novo ciclo de crescimento.

Entre as metas estão o apoio a milhares de empreendimentos comunitários, ampliação do crédito para agricultores familiares e o pagamento por serviços ambientais a centenas de milhares de beneficiários. O plano também prevê a valorização de conhecimentos tradicionais e o aumento da participação dessas comunidades nos lucros gerados pelo uso do patrimônio genético. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltou que a proposta busca incluir diferentes setores produtivos em um modelo econômico mais sustentável.

Na área industrial, a estratégia prevê o fortalecimento de setores como saúde e bem-estar, com a ampliação do uso de fitoterápicos no sistema público de saúde e maior participação desses produtos no mercado farmacêutico. O plano ainda inclui ações para recuperação de áreas degradadas, expansão do manejo florestal e incentivo à produção de energia a partir de biomassa. Para o vice-presidente Geraldo Alckmin, a iniciativa deve contribuir para consolidar uma indústria mais inovadora, competitiva e alinhada às demandas ambientais.

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