Por Redação Cultura ZS | 01/04/2026 – 14h46min
As dificuldades enfrentadas por estudantes da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) no acesso ao transporte coletivo voltaram ao centro do debate após uma reunião entre representantes estudantis e a Prefeitura de Rio Grande. Problemas como superlotação, demora, insegurança e o alto custo das tarifas estão entre as principais reclamações, segundo relatos apresentados durante entrevista com a coordenadora geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Vitória Novo.
De acordo com a representante, as condições atuais afetam não apenas a rotina acadêmica, mas também o acesso dos estudantes a outras atividades na cidade. “A gente está falando dos estudantes, mas isso assola toda a população de Rio Grande”, afirmou. Além das falhas já conhecidas, ela destacou a precariedade da infraestrutura, como a ausência de paradas adequadas próximas à universidade. “A parada que existia foi demolida e a nova não comporta as necessidades”, explicou.

Outro ponto crítico apontado é a travessia da ERS-734, principal via de acesso ao campus. Sem passarelas ou iluminação adequada, o trajeto se torna arriscado, especialmente no período noturno. “Está tudo escuro, e os estudantes correm risco. Na última semana, tivemos três casos de assaltos na região”, relatou Vitória, ao mencionar a insegurança enfrentada por quem depende do transporte público à noite.
O custo da tarifa também pesa no orçamento estudantil. Segundo a coordenadora, muitos alunos sobrevivem com bolsas de cerca de R$ 700, valor insuficiente para cobrir despesas básicas. “A tarifa é muito alta. A gente quer conseguir viver, não só sobreviver”, afirmou. Como alternativas, o movimento estudantil defende medidas como a tarifa zero e a ampliação do investimento público no setor, além de discutir a gestão do sistema de transporte.

Apesar das divergências sobre os caminhos para viabilizar as mudanças, a pauta comum entre os estudantes é a busca por melhores condições de mobilidade. “A gente está pedindo o básico: ônibus que não quebrem, paradas adequadas, segurança e um preço justo”, resumiu Vitória. Segundo ela, a mobilização deve continuar. “Nós vamos lutar para que os nossos direitos sejam garantidos”, concluiu.


