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31 março 2026
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Abril Azul mobiliza Rio Grande com programação voltada à conscientização sobre o autismo

Por Redação Rádio Cultura ZS | 30/03/2026 – 16h11min

Durante entrevista ao programa Manhã Regional, da Rádio Cultura Zona Sul, Rafael Carneiro, da Coordenadoria Municipal das Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades,  destacou a importância do Abril Azul, mês dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). “É um tema que passa por todas as áreas, por saúde, por educação, por assistência social, por trabalho”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa evoluiu no município ao longo dos anos, passando de ações pontuais para uma programação que se estende por todo o mês de abril.

Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Abril Azul busca ampliar o conhecimento da população sobre o autismo, combater preconceitos e promover inclusão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas são autistas no mundo. O TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social, além de comportamentos repetitivos, sem uma causa única definida cientificamente.

Foto: Ester Lima / Rádio Cultura

Na entrevista, Carneiro ressaltou que o aumento de diagnósticos está ligado à maior visibilidade do tema. “Aumentaram os diagnósticos porque as pessoas passaram a procurar, a gente começou a falar sobre isso”, explicou. Ele também chamou atenção para a realidade local: apenas na rede municipal de ensino de Rio Grande, o número de estudantes autistas se aproxima de 3 mil. “É uma população que ainda precisa que a gente avance nas políticas públicas”, pontuou.

A programação do Abril Azul na cidade inclui atividades ao longo de todo o mês, como palestras, caminhadas, audiências públicas e ações comunitárias. “É uma programação bastante diversificada, que começa no dia 1º e vai até o dia 30 para conscientizar a população e também ouvir as famílias”, disse. Entre os destaques estão uma caminhada no Largo Dr. Pio, rodas de conversa nos bairros e um seminário voltado à área da saúde no encerramento das atividades.

Outro ponto enfatizado pelo coordenador é a necessidade de empatia e preparo da sociedade. Ele alertou para a importância do atendimento prioritário às pessoas com autismo, muitas vezes invisível. “Para um autista, ficar 10 minutos esperando numa fila pode ser algo muito difícil e gerar uma crise”, explicou. A proposta do Abril Azul, segundo Carneiro, é justamente ampliar o conhecimento coletivo: “A gente precisa falar sobre o autismo para fora, para toda a comunidade, para construir uma sociedade mais consciente e inclusiva.”

Foto: Ester Lima / Rádio Cultura
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