Por Redação Rádio Cultura ZS | 25/03/2026 – 16h27min
Um projeto que une arte, movimento e formação humana começa a ganhar espaço em Rio Grande com a chegada da escola e trupe idealizadas pela artista circense e professora Camila Sodré. Em entrevista à rádio CULTURA Zona Sul, ela destacou a trajetória de 18 anos na área e a proposta de democratizar o acesso ao circo e à ginástica, com atividades voltadas para diferentes idades. “A arte tem esse poder de movimentar e transformar”, afirmou.

Camila iniciou a carreira ainda na adolescência, integrando o tradicional Grupo Tholl, referência nacional nas artes cênicas. A experiência foi determinante para sua formação. “Foi ali a minha base, onde conheci esse universo do circo contemporâneo”, relembrou. Após o período no grupo, seguiu por circos tradicionais durante mais de uma década, atuando principalmente em números aéreos, como trapézio, lira e força capilar, acumulando vivências em diferentes regiões do país.
Ao falar sobre a rotina artística, a professora destacou que o circo exige preparo intenso e disciplina, mas também é um espaço democrático. “Não tem regra de corpo ou padrão. É muito da persistência, do treino e da vontade de cada um”, explicou. Segundo ela, além das técnicas, a prática contribui para o desenvolvimento de valores como respeito, cooperação e superação, especialmente entre crianças.

O novo projeto, que inclui aulas de circo e ginástica rítmica, está com inscrições abertas e atende desde crianças a partir de quatro anos até adultos. As atividades são realizadas em turmas reduzidas, com foco no desenvolvimento individual. Paralelamente, a Trupe Fantasy, também coordenada por Camila, já atua em eventos e prepara novos espetáculos, incluindo produções com temática ambiental e educativa.
A iniciativa também busca fortalecer a cena cultural local e ampliar o acesso à arte. “A ideia é trazer leveza, alegria e projetos que envolvam toda a comunidade”, disse. Para a professora, o circo vai além do entretenimento: é uma ferramenta de expressão, consciência e construção coletiva, capaz de impactar não apenas os alunos, mas também suas famílias e o entorno social.



