Por Redação Rádio Cultura ZS | 18/03/2026 – 09h43
Durante entrevista ao programa Palavra de Mulher, da Rádio Cultura, na manhã desta segunda-feira (16), o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, falou sobre obras de infraestrutura e investimentos que impactam diretamente a região sul do Estado, especialmente o acesso à cidade de Rio Grande. Segundo ele, o governo estadual já soma mais de R$ 8 bilhões em investimentos em rodovias, hidrovias e outras estruturas logísticas.
Um dos principais destaques é a duplicação da ERS‑734, principal ligação entre o município e a Praia do Cassino. Costella afirmou que a obra deve ser concluída até o final de 2026, desde que as condições climáticas não provoquem atrasos significativos. “Até agora o cronograma está em dia. Queremos entregar totalmente a duplicação da entrada Rio Grande-Cassino até o final de 2026”, disse o secretário, lembrando que o investimento previsto chega a cerca de R$ 90 milhões.
O secretário também destacou que houve diálogo com proprietários de áreas afetadas pela obra, o que permitiu avançar nas desapropriações necessárias para a ampliação da rodovia. Para ele, a duplicação trará benefícios importantes à mobilidade e ao desenvolvimento local, reduzindo congestionamentos frequentes no acesso à cidade, especialmente durante o verão, quando o fluxo aumenta por conta da movimentação rumo à praia.
Outro ponto abordado na entrevista foi a importância do Porto de Rio Grande para a economia gaúcha. Costella destacou investimentos de mais de R$ 730 milhões em hidrovias e melhorias nos canais de navegação, permitindo que embarcações de maior porte atracem com mais segurança. Segundo ele, a modernização reduz custos logísticos e agiliza o transporte de cargas agrícolas e industriais.
Por fim, o secretário ressaltou que uma das prioridades da pasta é garantir acesso asfáltico a todos os municípios gaúchos. De acordo com ele, dos 62 municípios que ainda não possuíam ligação pavimentada com a malha rodoviária estadual, 29 já receberam obras concluídas e outros 21 estão em andamento. “Obra que começa precisa ter início, meio e fim. Não pode ficar pelo caminho”, afirmou.


