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Rio Grande
2 fevereiro 2026
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Safra do camarão é oficialmente aberta em Rio Grande com presença de autoridades e bênção aos pescadores

Por Redação

A safra do camarão foi oficialmente aberta na manhã do dia 1º de fevereiro, às 7h30, em Rio Grande, em uma cerimônia realizada na orla do município e marcada pela presença de diversas autoridades, representantes do setor pesqueiro e lideranças políticas e religiosas. O ato simboliza o início de um dos períodos mais importantes para a economia pesqueira da cidade e para o sustento de centenas de famílias de pescadores e pescadoras.

A cerimônia contou com a bênção do bispo diocese Dom Jorge Pierozan, que dirigiu palavras de fé e esperança aos trabalhadores da pesca, pedindo proteção, segurança e uma safra justa para todos que dependem do mar e das águas para viver.

Entre as autoridades presentes estiveram o presidente da Colônia de Pescadores Z-1, Nilton Machado, o secretário municipal de Pesca e Aquicultura, Luiz Gautério, Paulo Rodrigues, representante do deputado federal Alexandre Lindenmeyer, além da prefeita do Rio Grande, Darlene Pereira.

Preocupação com pesca predatória e expectativas moderadas

Em sua fala, o presidente da Colônia de Pescadores Z-1, Nilton Machado, destacou as dificuldades enfrentadas pelos pescadores, especialmente em relação à pesca predatória e à falta de fiscalização adequada nos últimos anos.

Segundo ele, o camarão, ao atingir cerca de 7 a 8 centímetros, migra para a lagoa e posteriormente para o oceano, o que reduz significativamente a pesca para os pescadores que atuam dentro da cidade. O problema se agrava com a captura antecipada e ilegal.

“A pesca predatória vem aumentando cada vez mais e traz um grande prejuízo para o nosso pescador. Quando chega a hora da liberação, muitas vezes o camarão já morreu, ainda pequeno. Isso é uma lástima. O pescador sofre muito com isso”, afirmou.

Nilton Machado também ressaltou que atualmente a colônia conta com cerca de mil pescadores licenciados, número que oscila ao longo do ano, e reforçou que as expectativas para a safra são cautelosas.

“O pescador não está muito otimista em relação à safra. A gente espera que Deus nos abençoe e que dê algum camarão para o nosso pescador poder se defender. Mas não basta quantidade, é preciso também ter preço justo. O pescador vende barato e o consumidor paga caro. Isso precisa mudar”, destacou.

Importância econômica e simbólica da safra

A prefeita do Rio Grande, Darlene Pereira, enfatizou a importância histórica, econômica e cultural da pesca para o município. Mesmo com o clima instável na manhã do evento, ela destacou o simbolismo do local escolhido para a cerimônia.

“Estamos em um dos lugares mais bonitos da nossa cidade, que além da beleza, representa a geração de riqueza a partir da natureza. A abertura da safra do camarão aqui simboliza a tradição da pesca, que está na origem do nosso município”, afirmou.

A prefeita reconheceu que não há grandes expectativas de uma safra excepcional, mas reforçou o compromisso do poder público em apoiar os pescadores.

“Sabemos que não existem grandes perspectivas de uma excelente safra, mas estamos torcendo e fazendo o nosso trabalho para contribuir com os pescadores e pescadoras, para que tenhamos uma boa safra este ano”, completou.

Ela também ressaltou o impacto econômico da atividade:

“A safra do camarão é uma das principais para a pesca artesanal. É nela que está concentrada grande parte da renda dos pescadores, e por isso esperamos que ela repercuta positivamente para quem faz o trabalho mais duro”.

Com a cerimônia, está oficialmente aberta a safra do camarão em Rio Grande, renovando a esperança de dias melhores, de trabalho digno e de valorização para quem vive da pesca artesanal.

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