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18 janeiro 2026
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Ações da Polícia Penal barram aumento de celulares, drogas e outros ilícitos nas prisões do RS em 2025

Por Redação

A Polícia Penal do Rio Grande do Sul intensificou, ao longo de 2025, as ações de segurança e conseguiu impedir a entrada de uma quantidade expressiva de materiais ilícitos nas unidades prisionais do Estado. Levantamento do Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP) aponta crescimento nas apreensões de todos os tipos de produtos ilegais, especialmente em ações realizadas fora dos presídios, como rondas no entorno das unidades e a interceptação de arremessos manuais ou com o uso de drones sobre as muralhas.

Entre os principais itens apreendidos estão os aparelhos celulares. Foram 2.893 telefones interceptados em 2025, frente a 2.667 no ano anterior, o que representa um aumento de 8,5%. O avanço mais expressivo ocorreu na apreensão de chips para celulares, que passou de 1.101 unidades em 2024 para 1.836 em 2025, crescimento de 67%. Os dados referem-se exclusivamente a ações de policiamento preventivo externo, não incluindo revistas gerais em galerias, inspeções pontuais em celas ou o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A segurança permanece como uma das áreas prioritárias do governo Eduardo Leite.

O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, avalia que os números evidenciam a capacidade técnica dos servidores e a atuação firme da Polícia Penal no enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, o trabalho desenvolvido contribui de forma decisiva para a integração com a segurança pública e para a melhora dos indicadores do Estado, resultado das políticas adotadas pelo governo estadual.

No combate à entrada de entorpecentes, o crescimento das apreensões também foi significativo. Em 2025, a Polícia Penal confiscou 426,3 quilos de drogas, volume 89% superior ao registrado em 2024, quando foram apreendidos 225,5 quilos. Para o superintendente da instituição, Sergio Dalcol, os resultados refletem um conjunto de ações, como o fortalecimento da inteligência penitenciária, o aprimoramento dos procedimentos de segurança e os investimentos em tecnologias, incluindo o sistema antidrone. Ele destaca ainda o empenho e a qualificação dos servidores como fatores essenciais para reduzir a comunicação ilícita e a capacidade de articulação das organizações criminosas.

As tentativas de arremesso de armas brancas também foram alvo da atuação preventiva da Polícia Penal. Em 2024, foram interceptadas 174 armas desse tipo, número que subiu para 184 em 2025. De acordo com o diretor do DSEP, Anderson Prochnow, os resultados demonstram a atuação comprometida e contínua dos servidores, tanto no interior das unidades quanto no entorno dos presídios, dentro das diretrizes do programa RS Seguro e em consonância com os bons índices da segurança pública do Estado.

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