A Polícia Civil de Rio Grande vem se consolidando como referência não apenas no combate ao crime, mas também na prevenção, na aproximação com a comunidade e no desenvolvimento de projetos sociais. A atuação da instituição foi destacada pela responsável da Comunicação Social e dos projetos de prevenção da 7ª Delegacia Regional de Polícia de Rio Grande, Christiane Evangelista, durante entrevista concedida nesta quarta-feira (17), ao programa Palavra de Mulher, na Rádio Cultura Zona Sul. A comissária também ressaltou o trabalho desenvolvido sob a coordenação da delegada titular Lígia Furlanetto, enfatizando a importância da gestão integrada e do fortalecimento das ações voltadas à comunidade.
Com uma trajetória marcada pelo vínculo familiar com a segurança pública, Christiane ressaltou que o trabalho policial vai além da repressão. “A polícia se envolve com a vida, com a sociedade e com o contexto social. É um trabalho de risco, mas também de responsabilidade e humanidade”, afirmou.
Queda nos homicídios e reforço na segurança
Segundo a comissária, os índices de homicídios em Rio Grande apresentaram queda significativa desde 2022, resultado de ações estratégicas como a criação da Delegacia de Homicídios, o fortalecimento da investigação criminal e o trabalho integrado entre forças de segurança.
Para o período de veraneio, a Polícia Civil está atuando com a Operação Verão, que reforçou o efetivo em cerca de 40 policiais, entre delegados e agentes. O Cassino passou a contar com plantão 24 horas, garantindo atendimento contínuo à população e aos turistas.
Estrutura modernizada e atendimento qualificado
Outro avanço destacado foi a nova Central de Polícia, que reúne diversas delegacias em um único prédio, incluindo a Delegacia de Pronto Atendimento, Homicídios, DRACO e Delegacia de Proteção aos Grupos Vulneráveis. A modernização do espaço melhorou tanto o atendimento ao público quanto as condições de trabalho dos policiais.
Polícia mais preparada e feminina
Christiane também destacou a evolução no perfil da corporação. Atualmente, o ingresso na Polícia Civil exige ensino superior, o que reflete em uma atuação mais técnica e qualificada. Além disso, o Rio Grande do Sul possui o maior efetivo feminino da Polícia Civil no Brasil, com 43% de mulheres, promovendo equilíbrio emocional e um olhar diferenciado nas ocorrências.
Prevenção nas escolas e projetos sociais
Um dos principais destaques é o projeto “Papo de Responsa”, desenvolvido em Rio Grande desde 2018. A iniciativa leva policiais às escolas para conversas diretas e informais com adolescentes, abordando temas como drogas, violência, bullying, abuso sexual e o papel da polícia.
Atualmente, o projeto atende cerca de 30 escolas por ano em Rio Grande e região, com previsão de ampliação. Christiane já coordenou o programa em nível estadual e hoje segue atuando localmente, fortalecendo o vínculo entre polícia, escolas e famílias.
Além do Papo de Responsa, a Polícia Civil desenvolve o programa Galera do Bem e ações de mediação de conflitos, reforçando o compromisso com a cidadania.
Combate à violência doméstica e proteção às vítimas
A comissária também enfatizou a importância da denúncia da violência doméstica e do abuso sexual infantil, destacando o trabalho da rede de proteção e do CRAI. Segundo ela, ouvir, acreditar e acolher as vítimas é fundamental para interromper ciclos de violência.
“A Polícia Civil é muito mais do que repressão. Nosso papel também é prevenir, orientar e proteger”, concluiu.



